Estudantes do 4º período da FDV, da disciplina Direito Penal II, participaram de uma visita técnica a unidades do sistema prisional capixaba, em uma atividade que articulou teoria, prática e extensão a partir dos conteúdos trabalhados em sala de aula sobre teoria da pena e execução penal.
Acompanhados pelo professor Carlos Eduardo Ribeiro Lemos e pela coordenadora pedagógica da FDV, Izaionara Cosmea Jadjesky, os alunos conheceram a Unidade de Segurança Máxima, destinada a pessoas privadas de liberdade em regime fechado, e a Penitenciária Agrícola do Espírito Santo, onde puderam observar o funcionamento do regime semiaberto.
A iniciativa integra a proposta extensionista da FDV, aproximando os estudantes da realidade do sistema prisional e estimulando reflexões sobre direitos fundamentais, execução penal, políticas públicas e os desafios enfrentados pelo sistema de justiça criminal. Durante a visita, os alunos também puderam conhecer iniciativas voltadas à ressocialização de pessoas privadas de liberdade, incluindo atividades de trabalho, educação e qualificação profissional.
Segundo o professor Carlos Eduardo, a experiência permite que os alunos compreendam, na prática, aspectos estudados ao longo da disciplina e ampliem sua visão sobre a atuação jurídica na área criminal.
“A atividade permite que os estudantes vejam na prática aquilo que a teoria apresenta em sala de aula, desenvolvendo uma compreensão mais ampla sobre execução penal, políticas públicas e as diversas carreiras ligadas ao Direito Penal”, destacou.
Para o professor Daury César Fabriz, a atividade extensionista representa uma oportunidade de aproximar o conhecimento acadêmico da realidade social e a interlocução entre as disciplinas. Segundo ele, a visita permitiu aos estudantes analisar, de forma concreta, as condições do sistema prisional brasileiro, articulando discussões do Direito Penal e do Direito Constitucional, especialmente sobre o Estado de Coisas Inconstitucional reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 347.
“O contato direto com a realidade prisional amplia a formação crítica dos estudantes e fortalece o compromisso com a cidadania. A extensão universitária permite que a academia vá ao encontro da realidade e, ao mesmo tempo, seja por ela ensinada”, afirmou.
Para a coordenadora pedagógica da FDV, Izaionara Cosmea Jadjesky, experiências como essa reforçam o papel da extensão na formação jurídica, ao aproximar os estudantes de realidades que serão objeto de sua futura atuação profissional.
“Atividades como essa reafirmam o compromisso da FDV com uma educação jurídica humanizada, crítica e conectada à realidade social, permitindo que os estudantes compreendam, na prática, a responsabilidade que assumem ao escolher o Direito como profissão”, ressaltou.
A experiência também foi destacada pela aluna do 4º EM, Heloisa de Souza e Silva, que ressaltou a oportunidade de visualizar na prática os conteúdos debatidos em sala de aula.
“A visita técnica às unidades prisionais, como parte do projeto extensionista orientado pelo professor Carlos Eduardo, confirmou na prática muito do que aprendemos em sala de aula. Ver a teoria ganhar vida foi algo que ficará guardado como aprendizado acadêmico”, disse.
Além da aproximação entre teoria e prática, a atividade extensionista contribui para a formação crítica dos estudantes e para o fortalecimento do compromisso da FDV com uma educação jurídica conectada às demandas da sociedade.




