A FDV recebe, até o dia 9 de fevereiro, a exposição fotográfica “Rostos da Escravidão Contemporânea”, do fotógrafo documentarista João Roberto Ripper, referência internacional na fotografia humanista e na denúncia de violações de direitos humanos.
A realização da exposição integra as atividades alusivas ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado em 28 de janeiro, data instituída pela Lei nº 12.064/2009 e marcada pela memória da Chacina de Unaí (2004), quando auditores fiscais do trabalho foram assassinados durante uma ação de fiscalização. O episódio tornou-se símbolo das dificuldades estruturais no enfrentamento ao trabalho análogo à escravidão no Brasil.
Composta por 13 fotografias documentais, a exposição revela o cotidiano de trabalhadores submetidos a condições degradantes de trabalho, evidenciando as desigualdades históricas que sustentam a permanência dessa grave violação de direitos fundamentais. As imagens abordam realidades diversas, incluindo trabalho rural, carvoarias, exploração de povos indígenas e trabalho infantil, convidando o público à reflexão crítica sobre o direito ao trabalho digno.
Após passar pelo Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, a exposição chega à FDV por iniciativa da Clínica de Direitos Humanos da Faculdade, coordenada pela professora e pesquisadora Marcela Bussinguer, reforçando o compromisso institucional com a educação em direitos humanos, a formação jurídica crítica e o diálogo entre Direito, arte e sociedade.
A mostra integra ainda as atividades do projeto internacional FLEE-ASSET (Fighting Labour Exploitation through Education – Agricultural Sector Specialist Training), cofinanciado pela União Europeia, da qual a FDV é integrante como instituição pesquisadora, sob coordenação local do professor José Luis Bolzan de Morais (PPGD/FDV).
A visitação é aberta à comunidade acadêmica e ao público em geral, reafirmando o papel da FDV como espaço de reflexão, memória e promoção dos direitos humanos.



